Doenças Oculares
De olho no computador
Abril de 2008

Não é difícil hoje em dia passar mais de duas horas em frente ao computador.
O uso da informática é cada vez mais comum, seja no ambiente de trabalho ou doméstico. Este hábito tem exigindo cada vez mais dos olhos humanos, gerando conseqüências como a Síndrome Visual do Usuário de Computador ou CVS.
A síndrome, também conhecida como fadiga visual, atinge entre 70% a 90% dos usuários de informática, sendo os principais sintomas: dor de cabeça, olhos vermelhos, lacrimejamento em excesso ou olho seco, sonolência e vista cansada.
Quando usamos o computador movimentamos pouco o globo ocular e piscamos, em
média, cinco vezes menos que o normal (idealmente o ser humano pisca cerca de de 15 a 20 vezes por minuto). Isso prejudica a troca do filme lacrimal, que é a película responsável pela umidade na superfície do globo ocular.
A situação piora para usuários de lentes de contato, pois a mesma é hidrofílica.
"É como se ela bebesse água do olho". O ambiente climatizado com ar condicionado tem menor umidade e agrava o ressecamento da superfície ocular.
Vale comentar que a falta de uso de óculos, para aqueles que necessitam dos mesmos nessa condição diminui consideravelmente o conforto e a capacidade de concentração.
DICAS PARA REDUÇÃO DOS SINTOMAS DO CVS
As principais dicas para eliminar a fadiga visual são:
- O monitor deve ficar 10° a 20° abaixo do nível dos olhos;
- A distância entre a tela do monitor e os olhos deve ser de 60 cm;
- Regule sempre a tela com o máximo de contraste e não de luminosidade;
- Mantenha a tela do monitor sempre limpa;
- A cada hora, descanse de 5 a 10 minutos, saindo de frente do computador;
- Lembre-se de piscar voluntariamente quando estiver usando o micro.
E o mais Importante: Não deixe de ir ao seu oftalmologista pelo menos uma
vez ao ano, converse sobre sua rotina de atividades, ele saberá orientar
a necessidade de usar óculos e receitar colírios lubrificantes com segurança para seu uso.
Utilize os óculos e os colírios com freqüência e procure seu oftalmologista em caso de persistência dos sintomas.
Dr. Jorge Paulo, médico oftalmologista do IOF